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Neste ano, marcado por um boom imobiliário e pelo lançamento de várias linhas de crédito com juros menores e prazos maiores, muito tem se falado sobre a equiparação dos valores dos aluguéis e das prestações da casa própria. Mas o aquecimento nas vendas de casas e apartamentos causou algum impacto no mercado de locação do Rio? George Eduardo Masset, presidente Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi), diz que não. Segundo ele, pesquisas feitas pela entidade revelam que 55% da demanda de residências na cidade é para locação; e 45%, para compra.
- Por causa de sua beleza, de sua geografia privilegiada, que une mar e montanhas, o Rio tem os aluguéis mais caros do país. No entanto, isso sempre foi uma característica do mercado de locação, que o boom imobiliário e as novas linhas de financiamento ainda não mudaram. Acredito que, a médio prazo, os valores até podem cair por influência de um aquecimento nas vendas, mas a demanda pelo aluguel continuará alta. Ora, quem sonha com a casa própria mora em algum lugar. Na maioria dos casos, com os pais ou pagando aluguel - afirma Masset.
- Quem opta por uma locação pode fazer mudanças de acordo com sua situação financeira. Se ela piorar, por exemplo, o locatário tem a opção de ir para um apartamento com aluguel mais em barato - explica Quintanilha, acrescentando que houve valorização da locação em alguns bairros:
- Um deles é Copacabana, que teve aumento na procura por causa da abertura de suas estações do metrô.
11/11
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