
Investimentos reduzem pela metade o tempo para quitar casa
Economista da FGV mostra como terminar o financiamento imobiliário mais rapidamente
Paciência e disciplina podem ajudar a diminuir até a metade os longos financiamentos imobiliários para a casa própria, que podem se estender por 15 a 20 anos.
O economista Luiz Carlos Ewald, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), cita o exemplo de um imóvel de R$ 100 mil financiado em 15 anos. Com aplicação mensal de R$ 872,72 na poupança esse valor seria atingido em sete , fala.
Ele lembra que quem financia a casa própria paga juros e outras taxas, além das amortizações. No final, alerta que a quantia total paga pode ser bem maior do que o valor do imóvel.
O bancário José Rubens Martins de Araújo, 50 anos, há três anos conseguiu comprar um imóvel de R$ 30 mil em um financiamento que deveria durar 15 anos.
Usando parte de seu FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e aplicando R$ 250 por mês em fundo de renda fixa, ele conseguiu diminuir esse tempo para quatro anos. Ele afirma ter comparado a rentabilidade de seu investimento com a taxa de juros que iria pagar no financiamento. Foi melhor ter diminuído o tempo de pagamento , conclui.
Já uma professora universitária que não quer se identificar conseguiu diminuir de 15 anos para seis anos e meio seu financiamento. Guardei meu 13 na poupança e a cada ano amortizava várias parcelas , diz.
Mercado tem opções
Na área de financiamento imobiliário, hoje o mutuário encontra opções de crédito habitacional em que as prestações são corrigidas pela TR (Taxa Referencial), que hoje é de cerca de 0,1647% ao dia, ou de parcelas fixas.
Neste ano, o governo federal também permitiu a existência de financiamentos sem o custo da TR.
Na opinião de analistas do setor imobiliário, para quem quer correr menos riscos e não quer mais arcar com os custos do aluguel, o financiamento com prestações fixas é mais interessante porque não existe a possibilidade de correção monetária durante todo o período de contrato, que pode chegar a 240 meses (20 anos).
Dicas para comprar
Uso do FGTS
Pode ser sacado na compra à vista de um imóvel; sinal na compra; lance em consórcio imobiliário; pagamento de prestações em atraso; amortização extraordinária de saldo devedor de financiamento habitacional; liquidação antecipada de saldo devedor de financiamento; pagamento de parte das parcelas mensais do financiamento
Cuidados
A ABMH (Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação) orienta que o mutuário a cada dois anos saque seu FGTS e amortize parte do saldo devedor para se livrar mais rápido da dívida. Este prazo é o mínimo permitido por lei
Mais informações
www.abmh.org.br
Fonte: ABMH
18/11
Fonte:ABMH
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